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Análise - 06/04/2009 00:35 Fotos: Divulgação/Rockstar Logo no início, com uma música tipicamente chinesa ao fundo, uma maleta com o nome do jogo se abre. Em seguida, somos inseridos no mundo de Huang Lee, o protagonista, que, representando uma família mafiosa, vai à famosa Liberty City para entregar uma espada a seu tio. Nós acompanhamos sua viagem, com um avião na tela superior do DS e o personagem na janela do avião na tela de baixo. Em seguida, o jogo começa. Armaram para você. Você está dentro do mar, preso dentro de um carro, e perdeu a espada. Em apuros, seu primeiro objetivo é quebrar o vidro do carro (com a caneta Stylus do DS) e nadar até o solo. Depois, você deve entrar num carro e ligá-lo com uma ferramenta (na verdade, a caneta do DS). A aventura, no entanto, ainda nem começou. Só se passaram dois minutos. Com 30 minutos de jogo, a impressão que você tem de Chinatown Wars é de cair o queixo. Com mais alguns, você se impressiona a ponto de dizer que é o melhor game (ou, no mínimo, o mais bem cuidado) já feito para o portátil da Nintendo. Para se ter uma idéia da longa jornada, se você cumprir as missões com certa rapidez, 60 minutos de jogo representam só 2% da sua caminhada. Embora o visual do jogo seja via câmera aérea (veja foto abaixo - lembra um pouco os jogos da série pré-Playstation 2), os detalhes das ruas que acompanham as versões mais recentes do GTA estão todos lá, tudo bem estilizado, com a Liberty City de GTA IV sendo iniaturizada sem perder o charme. As rádios (nesta versão, são cinco) também podem ser sintonizadas.
Para se livrar dos policiais, uma novidade em relação aos outros capítulos da série: a estratégia agora é bater forte no carro deles ou levá-los a bater em muros e outros obstáculos. O primeiro tiroteio, no entanto, não vai envolver a polícia. Mas é relativamente fácil. Ocorre no restaurante do pai da Ling. Antes, no entanto, você treina socos, pontapés e tiros do lado da Ling. Se em GTA IV, Niko recebe recados via mensagens de texto ou ligações no celular, aqui você recebe e-mails via PDA, para acessar suas próximas missões. Para mostrar que estamos nos EUA "Columbine" de sempre, você pode até comprar armas pela internet. O GPS, presente nas últimas edições da franquia, também funciona bem. Os mini-games estão aos montes: em uma loja, por exemplo, há raspadinhas (que você raspa com a canetinha do DS) onde pode ganhar sanduíches ou batata frita, por exemplo. No seu apartamento, acessando o notebook, você pode - por meio do Nintendo Wi-fi Connection - mandar suas estatísticas para o Rockstar Social Club, uma espécie de comunidade social dedicada ao jogo. Talvez para evitar erros na sincronização, o Multiplayer Single Card (opção de jogo com dois ou mais DS utilizando apenas um cartucho do jogo) não está presente, restando o Multiplayer Multi Card, em que todos os participantes têm de ter seu cartucho. O modo multiplayer é bom, mas só existe localmente. Nada, portanto, do ótimo multiplayer on-line que se vê em GTA IV, por exemplo.
A conclusão é inevitável. Grand Theft Auto: Chinatown Wars, lançado exclusivamente para Nintendo DS, mostra que há muitas produtoras incompetentes ou preguiçosas no mercado. O que a Rockstar conseguiu, usando a tecnologia do DS, é a prova cabal da teoria que o portátil da Big N estava sendo subestimado por muitos. Eu mesmo esperava que, transposto para o DS, GTA se transformaria num jogo casual - no mau sentido da palavra (o jogo ser casual, em si, não é um defeito). A Rockstar, no entanto, fez o caminho oposto, usando o limite máximo do potencial do DS para fazer mais um GTA à altura de sua fama. GTA: Chinatown Wars é um dos raros games que, isoladamente, justificariam a compra do DS - caso você ainda não o tenha.
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Análises Nintendo DS
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| 2009 Caderno X - Blog do jornalista Eduardo Horácio |