23/06/2009

Chrono Trigger: o que é bom tem retorno


Chrono Trigger DS agrada todos os fãs de RPG - e até mesmo aqueles que não são tão fãs assim. Foto: Fotos: Divulgação

O jogo no Super NES contavava com belos gráficos, história bem amarrada e finais múltiplos (algo inovador para a época). Foi sucesso de público e de crítica.

O jogo não poderia ser simplesmente esquecido. Recebeu, então, seu primeiro port (foi levado à outra plataforma, mas sem muitas modificações) para Playstation: o nome também foi Chrono Trigger. Só que agora o game contava com algumas cenas em anime e outros bônus - como poder escutar as músicas.

Chrono Trigger, enfim, chega para o portátil da Nintendo. Na versão do DS, é contada a historia de Chrono que vai à Feira do Milênio e esbarra com uma garota chamada Marle - que, claro, começa a acompanhá-lo.

Após algumas voltas, Chrono vai ver a invenção de sua amiga Luca - que fez um  teletransportador. Mas a experiência falha por causa do colar de Marle. Chrono decide buscá-la. Assim tem início a narrativa.

O roteiro é surpreendente porque, além de extenso e bem cuidado, reserva surpresas. Há muitas opções para o jogador - e muitas interferem no final do jogo.

Os personagens são carismáticos e todos têm uma bela historia (o mais simples é Chrono que, apesar de não falar nada durante o jogo, desempenha um papel tão importante que pode alterar tudo).

O fator "replay" do jogo impressiona, afinal você pode montar vários finais,  sem contar o "New Game +", opção que aparece após o jogo ser zerado pela primeira vez. Com o "New Game +", o gamer recomeça já com os itens e habilidades com que terminou o jogo.

As side-quests (eventos opcionais) são diversas e bem boladas. Com elas você consegue itens muito bons. A trilha sonora é muito boa, com músicas diversas que são encaixadas nos momentos certos.

Os vilões e chefes são únicos porque vão de monstruosos e impressionantes até robôs e magos.



O sistema de batalha tem desde magias simples até magias triplas. Grande parte das magias possui efeitos legais e conta com um modo ativo em que os inimigos não esperam você escolher técnicas e itens - embora haja o modo Espera, onde os inimigos esperam pacientemente.

Tudo isso está presente na versão mais simples do jogo porque a versão DS tem novidades para aumentar ainda mais a jogatina. Agora há mais missões (que incluem fatos históricos novos), novo final, um modo multiplayer onde você cuida de monstros, uma interface nova e opções para ver vídeos (aqueles que também estão na versão do PS One) e ouvir músicas (que estão excelentes). O uso da touch screen e do mapa na tela de baixo do DS são novidades interessantes.

Chrono Trigger DS deve agradar todos os fãs de RPG, já que reúne os bons elementos: história, jogabilidade, trilha sonora, personagens bem desenvolvidos e o tão falado "fator replay".

A versão do DS está bem próxima da perfeição, se bem que poderiam ter feito um remake completo - como fizeram em Final Fantasy IV -, mas isso não é um defeito do jogo em si.
Se o seu DS está aí e você ainda não experimentou, prepare-se: você irá gastar muito tempo nele jogando Chrono Trigger.

Jorge Raphael é estudante, gamer, fã de anime e mangá, palmeirense fanático - e, agora, é colaborador deste blog. Entre os games que mais jogou na vida, Chrono Trigger tem um lugar especial. Saiba mais sobre Jorge Raphael
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